SOLSTÍCIOS NAVEGANTES
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quinta-feira, 10 de março de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Os cinco sentidos
São belas - bem o sei, essas estrelas
Mil cores - divinais têm essas flores;
Mas eu não tenho amor, olho para elas;
Em toda a natureza
Não vejo outra beleza
Senão a ti - a ti!
Divina - ai! sim, será a voz que afina
Saudosa - na ramagem densa, umbrosa.
Será; mas eu do rouxinol que trina
Não oiço a melodia,
Nem sinto outra harmonia
Senão a ti - a ti!
Respira - n'aura que entre as flores gira,
Celeste - incenso de perfume agreste.
Sei... não sinto: minha alma não aspira,
Não percebe, não toma
Senão o doce aroma
Que vem de ti - de ti!
Formosos - são os pomos saborosos,
É um mimo - de néctar o racimo:
E eu tenho fome e sede... sequiosos,
Famintos meus desejos
Estão... mas é de beijos,
E só de ti - de ti!
Macia - deve a relva luzidia
Do leito - se por certo em que me deito;
Mas quem, ao pé de ti, quem poderia
Sentir outras carícias,
Tocar noutras delícias
Senão em ti - em ti!
A ti! ai, a ti só os meus sentidos
Todos num confundidos,
Sentem, ouvem, respiram;
Em ti, por ti deliram.
Em ti a minha sorte,
A minha vida em ti;
E quando venha a morte,
Será morrer por ti.
in Folhas Caídas - Almeida Garrett
in Folhas Caídas - Almeida Garrett
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
bate...bate...meu tambor...
Ao ritmo do meu coração...
Se não fosse amor
A minha vontade não tinha refrão!
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
sábado, 1 de janeiro de 2011
sábado, 25 de dezembro de 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
domingo, 21 de novembro de 2010
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